
Por Shaíze Maldonado Roth
Psicóloga e Consultora Especialista em Desenvolvimento de Soft Skills e Liderança
Assumi meu primeiro cargo de liderança de forma informal, aos 20 anos. Não havia manual, nem um plano estruturado — só a necessidade de fazer as coisas acontecerem e o desejo genuíno de contribuir.
O que veio junto? A insegurança de ser jovem demais, a dificuldade de fazer as pessoas me ouvirem, a sensação constante de que, se eu não resolvesse tudo, nada sairia como deveria.
Com o tempo, os erros foram se transformando em aprendizados. E hoje, com mais de uma década atuando no desenvolvimento de líderes e equipes, compartilho 5 lições que me acompanharam — e que talvez ajudem você também, se estiver no meio do furacão da liderança.
1. Ser querida não é o mesmo que ser respeitada
Durante muito tempo, evitei conversas difíceis por medo de desagradar. Minha necessidade de aprovação falava mais alto que minha responsabilidade como líder. Hoje entendo que empatia sem posicionamento enfraquece a liderança.
2. Conversas difíceis evitadas viram problemas ampliados
Adiar devolutivas, relevar comportamentos ou engolir incômodos é um caminho rápido para o desgaste. Aprendi que clareza é um ato de respeito — com o outro, mas principalmente comigo mesma.
3. Você precisa se posicionar com firmeza, inclusive com seus pares
Nem todos vão apoiar seu crescimento. Aprendi a me posicionar para proteger meu time, meus processos e meus limites — mesmo quando isso exigia confronto com colegas mais antigos ou influentes.
4. Delegar é uma forma de desenvolver pessoas
Eu achava que ser uma “boa líder” era estar sempre disponível, resolver tudo, absorver o que os outros não davam conta. Até perceber que, assim, eu não crescia — e nem deixava os outros crescerem. Delegar com clareza virou uma das minhas maiores ferramentas de desenvolvimento.
5. Se eu não acreditava, minha equipe também não acreditava
Foi lendo Responsabilidade Extrema que essa frase me acertou:
“Não existem equipes ruins. Existem líderes que ainda não assumiram total responsabilidade.”
Eu precisava acreditar primeiro. No processo, nas decisões, na equipe — e em mim. Quando eu hesitava, o time hesitava. Quando eu me posicionava com confiança, eles seguiam com mais segurança.
Por que estou contando isso aqui?
Porque sei o quanto liderar pode ser solitário. Porque sei que muitos líderes estão exaustos por tentar ser fortes o tempo todo. E porque acredito que dá para liderar com mais leveza, sem abrir mão da consistência.
No próximo dia 08 de maio, lanço o e-book “Do Caos à Clareza” — um guia prático com as ferramentas que eu gostaria de ter tido lá no começo. Ferramentas que ajudam líderes a se desenvolverem com propósito, consciência e resultado.
Se você também sente o peso da responsabilidade e a dúvida de como fazer melhor, este material é para você.
Vamos juntos construir lideranças mais humanas e conscientes.


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